Centro de Zoonoses de Santarém (PA) abriga animais à espera de adoção

Centro de Zoonoses de Santarém (PA) abriga animais à espera de adoção
Animais ficam atentos a qualquer movimentação do CCZ (Ândria Almeida/ O Liberal)

Assim como em centenas de outras cidades, é comum encontrar perambulando pelas ruas de Santarém, no oeste do Pará, inúmeros cães e gatos abandonados por seus antigos tutores ou que já nasceram em situação de rua. Para amenizar que esses animais fiquem sem assistência, pessoas e ONGs realizam os resgates desses “bichinhos” e alguns deles são levados para o Centro de Zoonoses de Santarém (CCZ), onde são colocados para adoção, caso estejam saudáveis. Apesar de receber alguns animais, em alguns casos excepcionais, vale ressaltar que o lugar não é um abrigo. O CCZ atua no controle de zoonoses e captura de animais errantes.

No corredor do núcleo de vigilância animal, os bichinhos ficam hospedados em canis, onde ficam à espera de um lar adotivo. Com olhares tristes e ouvidos atentos a qualquer movimento, os animais ficam na expectativa de conquistar um dono. Para adotá-los é necessário comparecer até o CCZ munido de documento com foto e fazer o preenchimento de uma ficha de responsabilidade pelo animal.

Muitos animais chegam ainda pequenos ao CCZ e aguardam bastante tempo por adoção (Ândria Almeida/ O Liberal)
Muitos animais chegam ainda pequenos ao CCZ e aguardam bastante tempo por adoção (Ândria Almeida/ O Liberal)

Os animais, entre cães e gatos que chegam ao centro, em alguns casos, são ainda filhotes. Segundo Airton de Souza Amazonas, veterinário responsável pelo setor de Vigilância Animal do Núcleo Técnico de Vigilância em Saúde, entre os serviços oferecidos para garantir a adoção e posse responsável desses animais estão a vacinação antirrábica durante todo o ano, a esterelização por meio do Castramóvel, coleta de sangue para detectar doenças como a leishmaniose, além do próprio processo de adoção. Quem adota já leva seu cão ou gato castrado. “Se ele ainda não estiver na idade de castrar, nós damos uma ficha de prioridade para o animal retornar quando estiver apto para o procedimento”, destacou.

O veterinário Airton de Souza destaca que são assegurados vários serviços para quem se dispuser a adotar (Ândria Almeida/ O Liberal)
O veterinário Airton de Souza destaca que são assegurados vários serviços para quem se dispuser a adotar (Ândria Almeida/ O Liberal)

Uma das pessoas que abriu o coração e decidiu levar para casa um dos animais abrigados no Centro foi Dianna Mota. Ela foi ao CCZ para um treinamento sobre a vacina antirrábica e ficou bastante comovida ao ver uma cadela amamentando mais de seis filhotes. De cara, resolveu levar um dos filhotes.

“Sabe quando um animal te olha e você sente a tristeza naquele olhar, que parece te pedir ajuda? Foi o que eu senti, por isso resolvi adotar a Belinha. Não tinha nada programado porque já tenho quatro gatos e um cachorro, mas, ela me escolheu e decidi levar ela para casa. Ela ainda está em fase de adaptação, mas estou muito feliz com a minha escolha”, contou.

A Divisão Especializada de Controle de Zoonose é um departamento que tem como papel fundamental impedir a propagação de doenças como raiva, leptospirose, toxoplasmose, histoplasmose e leishmaniose. A DECZ juntamente com a Vigilância Animal é responsável, também, pela vacinação de animais e pelo Programa Permanente de Castração de Animais.

A Vigilância Animal realiza diversas campanhas ao longo do ano para estimular a adoção e oferecer uma vida digna para os dos animais resgatados.

Animais distribuem amor e alegria (Ândria Almeida/ O Liberal)
Animais distribuem amor e alegria (Ândria Almeida/ O Liberal)

Dados de abandono de animal no Brasil

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, no Brasil, existem cerca de 30 milhões de animais abandonados, entre cães e gatos. Desses, 10 milhões são felinos e 20 milhões são de cães.

Serviço

Vigilância Animal

Local: Avenida Moaçara, 735, Diamantino.
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira das 8h às 16h

Serviços ofertados:

  • Vacinação antirrábica de cães e gatos;
  • Exame de Leishmaniose (calazar);
  • Captura de animais errantes de grande porte;
  • Doação de cães e gatos;
  • Captura de animais positivos para leishmaniose (calazar);
  • Retirada de encéfalo para diagnóstico rábico;
  • Eutanásia de cães e gatos, após resultado de exames ou análise do médico veterinário, e destino adequado aos animais;
  • Observação de cães e gatos suspeitos de raiva no período de 10 dias.

Por Ândria Almeida

Fonte: O Liberal