Protetoras são agredidas a pauladas ao tentarem acolher cão que corria atrás de coelho

Protetoras são agredidas a pauladas ao tentarem acolher cão que corria atrás de coelho

Uma série de covardes e revoltantes agressões, a pauladas, contra duas protetoras de animais voluntárias da instituição ‘Proteger é o Bicho’, cometidas por um homem, é investigada pela Polícia Civil de Imbituba, SC. O crime, ou infração, ocorreu na última segunda-feira (26), no Bairro Vila Nova Alvorada (Divinéia), depois que as cuidadoras tentaram recolher um cão que corria atrás de um coelho solto na rua, animal doméstico que seria tutelado pela família do agressor, cuja residência não tem muro frontal, sem portão de entrada.

As vítimas realizaram os exames de corpo de delito nesta quinta-feira (29), em Laguna e irão representaram queixa criminal contra o rapaz, o qual, segundo familiares dele, seria menor de idade, o que não pode ser confirmado ainda pela polícia. O crime revoltou centenas de internautas ao ser relatado na rede social Facebook, com fotos dos hematomas e lesões causados pelas agressões.

As mulheres realizam um importante e louvável trabalho voluntário na instituição não-governamental e sem fins lucrativos, doando parte dos seus tempos à acolher, tratar, esterilizar e encaminhar animais abandonados ou nascidos nas ruas à adoção. As protetoras preferiram não se identificar com medo de represálias por parte do agressor aceitaram conversar com a reportagem do Portal AHora.

Elas contam que saíram para levar um comprovante de uma cadelinha comunitária que conseguiram castrar à outra protetora e, na volta, viram o cachorro, o qual já havia sido cuidado por elas, correr atrás do coelho, na rua.

“Prontamente, paramos a moto para não deixar que algo acontecesse, mas, felizmente, o coelho conseguiu fugir. Subi novamente na moto e, no momento em que minha colega se dirigia à moto, ela sentiu uma batida forte nas costas. O indivíduo havia arremessado um pedaço de pau nela. Em instantes, ela já tinha juntado o pedaço de pau e veio em nossa direção, nos ameaçando e falando que devíamos prender o cachorro ou ele o mataria”, relata uma das protetoras.

Ainda abalada, a protetora agredida conta ainda que quando pediram ao homem para que se afastasse, as agressões físicas recomeçaram .

“Foram diversas pauladas, incluindo na cabeça, mas que, por sorte, foram amortecidas por nossos capacetes. Quando falamos que íamos chamar a polícia, ele e sua família mandaram-nos chamar, porque ‘não daria em nada’ pelo fato dele ser menor de idade. Fizemos o boletim de ocorrência com a Polícia Militar (PM), que prontamente nos atendeu no local e depois fomos para o hospital, pois estávamos sentido muitas dores”, lembra.

Polícia Civil já apura o caso: pena para o agressor pode chegar a um ano de detenção

De acordo com a delegada Dr. Patrícia Patrícia Cristina Fronza Vieira, que despachou o caso, a Polícia Civil de Imbituba já está apurando o caso e em breve deverá ouvir envolvidos. Vale lembrar que, segundo o Código Penal, a pena para crime de lesão corporal leve é de três meses a um ano de detenção, por ser “considerada de menor potencial ofensivo”.

Segundo o delgado da Comarca, Dr. Juliano Baesso, não há aumento de pena pelo fato de o agressor ser homem e a vítima ser mulher, que só caberia aumento de pena se tivesse alguma situação de violência doméstica envolvida.

“Aguardamos por justiça. Pois agora não só estão agredindo aos animais abandonados, como aos protetores que sofrem ameaças diariamente. O que queremos é justiça por nós, e principalmente por aqueles que são irracionais e não tem voz. Somos a voz destes, e vamos atrás de fazer valer as leis, pois elas existem para serem cumpridas. Assim que sair o laudo do exame de corpo de delito, vamos entrar com a representação”, finaliza a protetora de animais.

Fonte: Portal AHora

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