Caso das rinhas: policiais que fizeram o flagrante estão em vias de serem processados e demitidos pela Corregedoria de SP

Caso das rinhas: policiais que fizeram o flagrante estão em vias de serem processados e demitidos pela Corregedoria de SP

No último sábado (14), cenas gravadas por polícias chocaram o Brasil.

A polícia civil localizou em Mairiporã (SP) uma rinha de cães, onde animais da raça pit bull eram incentivados a lutar entre si.

“Parecia cena de filme de terror”, disse um dos policiais.

Algo realmente pavoroso.

Na ação, um fato revoltou ainda mais os policiais.

Um dos participantes do maldito espetáculo, criminoso e desumano, se tratava de um médico.

Diante dos fatos bizarros de maus-tratos com animais, o vídeo que circulou pela internet mostra o momento em que a repulsa dos policiais ao médico foi extravasada.

Os policiais ficam indignados e extravasam sentimento com a presença de médico na rinha de cães.

Na manhã desta sexta-feira (20), chegou ao conhecimento das advogadas da causa animal GAAV (Grupo Advocacia Animalista Voluntário) que a Corregedoria do Estado de SP está querendo processar e demitir os policiais que realizaram a prisão dos rinheiros de Mairiporã. Isto em razão das imagens em que os policiais mostram sua indignação diante do horror que presenciaram.

Para a diretora do GAAV, a advogada Letícia Filpi, “Policiais realmente não podem agredir suspeitos, mas ali, fica claro que são seres humanos chocados com as cenas de terror. E não se vê nenhum excesso, tudo o que foi dito está dentro do contexto de intensa emoção que estavam vivenciando. A demissão ou um processo por injúria contra os policiais é um exagero inadmissível.”

A demissão dos policiais é revoltante porque, foi graças a esta exposição que muitos dos envolvidos na rinha estão sendo percebidos pela sociedade; muitos deles interagiam com crianças, como é o caso do próprio médico.

O que revolta ainda mais, é pensar que policiais cometem excessos com agressões físicas, espancamento e mortes de forma recorrente com pessoas pretas, pobres e faveladas; mas quase nunca ficamos sabendo da suspensão desses servidores. No entanto, por se tratar de um ‘médico’ branco, classe média, pessoas de curso superior – com visível comportamento de psicopatia -, essa emoção gerada pelos policiais tornou-se passível de punição.

Não basta a pena contra maus-tratos aos animais ser tão branda (de 3 meses a 1 ano de reclusão) que, por ser de menor potencial ofensivo, se converte no famoso “não dá em nada”; o fato de punir policiais valentes e sensíveis à causa daqueles que não têm voz e poucos direitos na sociedade, é violentar mais uma vez os animais. “Eles deviam é ser condecorados pela coragem e sensibilidade com os nossos animais.”, ressalta a advogada.

Foi criada pelo Coletivo Brasil Contra Farra, uma petição para que os policiais se mantenham em seus cargos.
Assine: https://avaaz.org/po/community_petitions/corregedoria_de_policia_do_estado_de_sp_nao_a_demissao_dos_policiais_que_estouraram_a_rinha_dos_pitbulls_em_mairipora/share/?new&jsRGefb

A equipe do CPDA (Advogados ativistas) e o GAAV estão mobilizando as redes sociais para que, unidos e mediante tamanha injustiça, a causa animal se levante unida e manifeste total repúdio.

Fonte: Luh P.

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