GCM e DIG resgatam 133 cães lulu-da-Pomerânia em canil clandestino de Limeira, SP; casal é preso

GCM e DIG resgatam 133 cães lulu-da-Pomerânia em canil clandestino de Limeira, SP; casal é preso
Animais foram encontrados em cercados criados em diversos locais do imóvel — Foto: Wagner Morente

A Polícia Civil e a Guarda Civil Municipal resgataram cerca de 133 cães da raça spitz alemão, também conhecidos como lulu-da-Pomerânia, de um canil clandestino em um condomínio fechado de Limeira (SP), na tarde desta quarta-feira (13). De acordo com a Guarda, os animais estavam em situação de maus-tratos, sem comida e aglomerados em meio a fezes e urina. O casal proprietário do local foi preso.

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A Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura informou que recebeu várias denúncias de moradores do local alegando que um moradores do condomínio usava a residência para criação clandestina de cães, o que estava causando mau cheiro e moscas no local.

Na tarde desta quarta, uma equipe do Pelotão Ambiental, Canil da GCM e agentes da Polícia Civil foram até o local e encontraram os animais presos em vários cômodos da residência e em cercados de cerca de um dois metros, com uma média de 12 cachorros em cada, na parte de fora da casa.

No interior do imóvel, havia odor de urina e fezes e filhotes recém-nascidos presos em compartimentos de transporte de cachorros, informou a GCM.

Medicamentos

Dentro de uma geladeira com alimentos também foram encontrados medicamentos veterinários, com uso permitido apenas para profissionais, alguns deles vencidos. Segundo a GCM, se comprovado que o proprietário fazia uso dos remédios nos animais, poderá responder criminalmente.

O Setor de Bem estar Animal do Município e a Associação Limeirense de Proteção a Animais (Alpa) também estiveram no local. O setor de Zoonoses também colheu amostra de água com focos de dengue.

Investigados por crime ambiental

O proprietário do local, junto a sua esposa, foram detidos quando chegavam no condomínio e conduzidos à Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O casal vai continuar preso e responder por crime ambiental.

Parte dos animais serão encaminhados para Organizações Não-Governamentais (ONGs) e serão avaliados por veterinários e higienizados, ficando à disposição da Justiça, que vai definir os destinos finais.

Fonte: G1

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