Foto: CADU ROLIM/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 26.01.2019

Ibama multa Vale em R$ 250 milhões por tragédia em Brumadinho, MG

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) multou a mineradora Vale em R$ 250 milhões pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG). O instituto classifica o acontecimento desta sexta-feira (25) como uma “catástrofe socioambiental”.

De acordo com o Ibama, a multa leva em conta os danos ao meio ambiente decorrentes do rompimento de barragens da mina Córrego do Feijão.

Foto: Washington Alves/REUTERS - 26.01.2019
Foto: Washington Alves/REUTERS – 26.01.2019

Até o momento, a tragédia resultou em cinco autos de infração no valor de R$ 50 milhões cada. De acordo com o Ibama, trata-se do valor “máximo previsto na Lei de Crimes Ambientais”.

No final da noite de ontem, a Justiça de Minas Gerais já havia determinado o bloqueio de R$ 1 bilhão das contas bancárias da Vale. Os recursos devem ser utilizados no atendimento das vítimas, pessoas e animais, municípios e meio ambiente atingidos pelos rejeitos da barragem.

Foto: GIAZI CAVALCANTE/ESTADÃO CONTEÚDO - 25.01.2019
Foto: GIAZI CAVALCANTE/ESTADÃO CONTEÚDO – 25.01.2019

O Ibama afirma ainda que enviou equipes da coordenação de Emergências Ambientais imediatamente para Brumadinho após o primeiro alerta de rompimento da barragem.

Os agentes do órgão monitoram o avanço dos rejeitos, avaliam os danos ambientais e atuam na busca por desaparecidos e no resgate de pessoas e animais que ficaram isolados em razão do desastre. O ministro do Meio Ambiente e o presidente do Ibama participam de vistorias na região neste sábado (26).

Foto: Adriano Machado/REUTERS - 26.01.2019
Foto: Adriano Machado/REUTERS – 26.01.2019

Por Alexandre Garcia, do R7

Fonte: R7


Nota do Olhar Animal: É bom lembrar que, após 3 anos, a Samarco pagou apenas 1% do valor da multa aplicada pelo IBAMA por conta do rompimento da barragem em Mariana, MG. E que ninguém foi preso por conta da criminosa negligência. É bom lembrar também que desde então não foram tomadas providências em relação a outras barragens para prevenir desastres como os ocorridos em Mariana e Brumadinho. Além de alguma fragilidade legal (a falta de legislação específica sobre barragens, por exemplo), a corrupção generalizada faz crer que é pequena a possibilidade de haver consequências para aqueles que, (por ação ou omissão) são culpados pelo rompimento destas barragens, pois boa parte das instituições públicas está infestada por quadrilhas que estão escandalosamente roubando o patrimônio brasileiro, com muitos destes criminosos acelerando e favorecendo a espoliação do país por grupos internacionais, seja sucateando o que é público, seja criando revestimento legal para a apropriação lesiva deste patrimônio, além de garantirem impunidade para si próprios. Pior, tudo isso acontecendo com boa parte da população acreditando piamente que houve, recentemente, alguma mudança positiva e significativa no cenário quando, na verdade, as “chaves de cofres” que já não estavam nas mãos da bandidagem foram entregues a mais membros desses bandos pela própria população. Governos foram recém empossados, mas seus protagonistas são velhos conhecidos, assim como as forças políticas que representam. São sempre os mesmos. No fim, o que ficará para trás são a lama, as mortes de animais humanos e não humanos, um país econômica e ambientalmente destruído. E eticamente combalido.

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