Apaja recolhe 4,3 mil animais vítimas de maus-tratos em Jaú, SP

Apaja recolhe 4,3 mil animais vítimas de maus-tratos em Jaú, SP
Cachorro em rua do Jardim Orlando Ometto: números BEATRIZ ZAMBONATO SANTOS

A Associação Protetora dos Animais de Jaú (Apaja) recebeu 13 denúncias de maus-tratos a animais na cidade em 2017. Os números vêm crescendo ao longo dos últimos três anos, principalmente pela crise econômica e pela compulsividade dos proprietários de cães e gatos que acabam adotando sem, muitas vezes, ter condições de manter esses seres vivos. 

Em 2015, a associação recebeu 3,6 mil denúncias de maus-tratos por meio dos voluntários; em 2016 esse número cresceu para 4.320, de acordo com o presidente da Apaja, Fábio Ribeiro Arakaki. Para 2017, a tendência é aumentar ainda mais. Até o dia 24 de março, a entidade havia recebido 1.079 denúncias.

São considerados maus-tratos aos animais tudo aquilo que os forcem a fazer algo contra sua vontade. A presidente da Comissão de Proteção e Defesa Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Jaú, Ana Raquel Corradini, dá o exemplo dos cavalos, em que um animal idoso é obrigado a carregar, muitas vezes, montes de papelão e ainda um ser humano – o que o prejudica.

No caso de animais soltos é válido tentar encontrar o dono ou acionar a Polícia Militar (PM) para que seja localizado o proprietário e, dessa forma, ele possa tratar o bicho da melhor forma possível. “O abandono também é uma forma de maus-tratos”, salienta.

Em situações de descaso ela pede que as pessoas procurem entidades como a Apaja ou membros da comissão para que sejam tomadas providências. Ocorrências de indivíduos que batam em animais, por outro lado, exigem a intervenção policial e é necessário que seja feito boletim de ocorrência (BO). A advogada orienta que o denunciante elabore provas como vídeos ou fotos para comprovar as cenas de maus-tratos e possibilitar que o agressor pague pelo seu crime.

Mudança 

A consciência sobre a causa animal vem mudando, de acordo com Ana Raquel. “Estão entendendo que a denúncia pode ser feita anonimamente. É necessário ter esse olhar para os animais, pois eles são indefesos”, comenta.

Embora a contexto esteja mudando, Arakaki cita que o número de cães e gatos abandonados e maltratados também vem aumentando por causa da crise econômica e da compulsividade dos proprietários na hora de pegar os animais.

Ele mesmo conta que barrou adoções de animais porque notou que o desejo partia das crianças, porém, os pais não estavam interessados em cuidar dos pets, ou seja, não havia uma verdadeira consciência.

Por Ana Carolina Monari 

Fonte: Comércio do Jahu 

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