Pinguins resgatados em Praia Grande (SP) e região estão em tratamento no Instituto Biopesca

Pinguins resgatados em Praia Grande (SP) e região estão em tratamento no Instituto Biopesca

O fenômeno se repete a cada ano. No inverno, pinguins-de-Magalhães visitam a costa brasileira fugindo das baixas temperaturas das águas da Patagônia, entre o Chile e a Argentina. Só que neste ano o aumento do número dessas graciosas aves vem chamando a atenção. Atualmente, estão em tratamento no Instituto Biopesca, com sede no Bairro Canto do Forte, em Praia Grande, 26 pinguins.

Após passarem por todos os procedimentos e estarão aptos, eles são devolvidos para o mar e seguem sua viagem em busca de alimento e águas mais quentes.Até terça-feira, 23, um total de 74 pinguins-de-Magalhães encalharam em praias de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

A grande maioria das aves foi recolhida ainda com vida pela equipe do Biopesca que executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Os animais foram encaminhados para a Unidade de Estabilização, localizada na sede do Instituto.Os dados de 2020 seguem surpreendendo a equipe do Biopesca. Desde que começou a ser executado, em agosto de 2015, o PMP-BS ainda não havia registrado em sua série histórica esse número de pinguins encalhados neste trecho do litoral somente no mês de junho. No mesmo período de 2019, por exemplo, ocorreram dois registros; em junho de 2018, não houve nenhum, bem como em junho de 2016. Já no mesmo mês, em 2017, foi registrado o caso de apenas um animal.“

O encalhe de pinguins nas praias é muito comum no inverno. Já esse grande número que estamos registrando pode provavelmente ter o sucesso reprodutivo como uma das causas, ou seja, há aumento na população desses pinguins e, assim, mais desses animais acabam chegando na costa do Brasil”, explicou o médico veterinário e coordenador geral do Instituto Biopesca, Rodrigo Valle.Resgate – Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, debilitados ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800-642-3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).Biopoesca – O Instituto Biopesca funciona como uma das referências no desenvolvimento de pesquisas e atividades relacionadas à pesca e aos animais marinhos na Região Metropolitana da Baixada Santista.

A ONG deu mais um importante passo para consolidar o trabalho desenvolvido com a criação da Unidade de Estabilização de Animais Marinhos. O setor realiza o atendimento inicial dos animais resgatados vivos durante o monitoramento realizado pela organização.A Unidade de Estabilização conta com áreas específicas. Destaque para o ambulatório, sala de recuperação e cozinha. Além de medicação e demais cuidados,os animais resgatados recebem uma dieta diferenciada.

O setor possui ainda grandes tanques em que são realizados os trabalhos de recuperação. Por conta da estrutura existente, a Biopesca tem capacidade de tratar até um golfinho. Após todos os procedimentos necessários, os animais atendidos são devolvidos para o seu ambiente natural.Parceria – A nova sede do Instituto Biopesca em Praia Grande é um prédio considerado modelo em sustentabilidade.

O espaço tem elementos como sistema para utilizar água de reuso, telhas, lixeiras e móveis produzidos com produtos reciclados e ainda iluminação especial que economiza energia. A Prefeitura de Praia Grande cedeu o imóvel para a ONG, que executou a reforma do local.Secretarias municipais desenvolvem ações em conjunto com o Biopesca. Entre elas, a pasta da Educação (Seduc), com o setor de Educação Ambiental, a Guarda Civil Municipal (GCM), através da Guarda Ambiental e Guarda Costeira, e as secretarias de Serviços Urbanos (Sesurb) e Meio Ambiente (Sema).

Fonte: Costa Norte

Os peixes: uma sensibilidade fora do alcance do pescador

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.