Tartaruga é solta em praia deserta de SP por causa da pandemia: 'Alegria muito grande'

Tartaruga é solta em praia deserta de SP por causa da pandemia: ‘Alegria muito grande’

Em meio a pandemia do novo coronavírus, uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) foi devolvida à natureza em uma praia vazia de Guarujá, no litoral de São Paulo. O animal, que foi encontrado machucado e encalhado em março deste ano, passou por tratamento e foi solto por uma equipe do Instituto Gremar, que não parou de atuar na causa ambiental mesmo em meio a pandemia.

TARTARUGA-VERDE RETORNA AO MAR NO GUARUJÁ (SP), EM AÇÃO DO INSTITUTO GREMAR PELO PMP-BS

TARTARUGA-VERDE RETORNA AO MAR NO GUARUJÁ (SP),EM AÇÃO DO INSTITUTO GREMAR PELO PMP-BSNa manhã desta terça-feira (5), o Instituto Gremar realizou a soltura de uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) na Praia do Guaiúba, no Guarujá (SP). A ação é mais um resultado do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). O animal passou por dois meses de tratamento no Centro De Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos, na mesma cidade. Resgatada no início de março na Praia de Riviera, em Bertioga (SP), a tartaruga apresentava, entre outros sintomas, um corte na narina, papilomas (lesões benignas) na cabeça, respiração fraca e rigidez em seus membros anteriores e posteriores.Inicialmente estressada e desinteressada, ela passou a se alimentar de forma espontânea após 17 dias de reabilitação. A partir daí, sua flutuabilidade e respiração evoluíram de forma satisfatória.Recuperada das lesões e com todos os exames laboratoriais indicando valores adequados, ela foi liberada pela equipe do Instituto para ser reintegrada ao seu habitat de origem.* * *Atenta às recomendações das autoridades de saúde devido à pandemia do Covid-19, a equipe do Instituto Gremar em conjunto com a coordenação do PMP-BS área SP e a Petrobras, tem adotado medidas rígidas para prevenir o contágio e dar continuidade ao trabalho, resgate, reabilitação e soltura de animais marinhos da melhor forma possível. O uso de equipamentos e insumos adequados, o trabalho em home office do setor administrativo e a restrição do número de colaboradores nos recintos dos animais, salas de cirurgia e manejo, além do monitoramento, estão entre eles. A responsabilidade é de todos nós.* * *O PMP-BS é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Gremar monitora o Trecho 9, compreendido entre São Vicente e Bertioga.Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800 642 3341 ou (13) 99711 4120.Para mais informações, acesse www.comunicabaciadesantos.com.br.

Gepostet von Instituto Gremar am Dienstag, 5. Mai 2020

A soltura foi realizada na manhã desta quarta-feira (6) na Praia do Guaiúba, em Guarujá, que costumava ficar lotada nos fins de semana. Segundo a equipe do Instituo Gremar, a tartaruga apareceu encalhada no início de março na Praia de Riviera, em Bertioga, na cidade vizinha.

Ela tartaruga apresentava, entre outros sintomas, um corte na narina, papilomas (lesões benignas) na cabeça, respiração fraca e rigidez em seus membros anteriores e posteriores. O animal passou por dois meses de tratamento no Centro De Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos.

Segundo Rosane, a tartaruga chegou muito magra, estressada e desinteressada. “Ela estava com suspeita de afogamento e acabou desenvolvendo uma pneumonia. Por isso, teve bastante dificuldade. Ela ficou uma semana no ‘seco’ com as medicações e tratamento para ela ir para o tanque”, disse a bióloga do Instituto Gremar, Rosane Farah.
 
A tartaruga passou a se alimentar de forma espontânea após 17 dias de reabilitação. A partir daí, houve uma evolução na sua flutuabilidade e respiração. Recuperada das lesões e com todos os exames laboratoriais indicando valores adequados, ela foi liberada para ser reintegrada ao seu habitat de origem.

Rosane e a bióloga Andrea Maranho foram até a praia do Guaiúba fazer a soltura da tartaruga, que foi transmitida ao vivo pela internet. A faixa da areia da praia, que geralmente fica lotada de banhistas, estava completamente vazia, o que chamou a atenção das profissionais.

“É um paraíso. Raramente a gente vê a praia vazia, temos até alguns animais aqui, como quero-quero, garça branca. O dia está lindo, com esse sol maravilhoso. Temos uma alegria muito grande de soltar um animal após um processo de reabilitação”, disse Andrea, durante a transmissão.

A tartaruga foi levada até a beira do mar, nadou e, assim, voltou à natureza. A ação foi mais um resultado do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Por conta da pandemia, a equipe do Gremar tem adotado medidas rígidas para prevenir o contágio e dar continuidade ao trabalho de resgate, reabilitação e soltura de animais marinhos.
 
“Mesmo com a pandemia, continuamos nosso trabalho com os animais que estão em situação de emergência. Infelizmente, eles acabam encalhando na faixa de areia e a gente não pode cessar esse atendimento. É um atendimento considerado essencial”, disse Andrea.
 

Soltura da tartaruga foi transmitida pela internet, em Guarujá, SP — Foto: Divulgação/Instituto Gremar

Fonte: G1

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