Vira-latas estão entre os que mais sofrem em Jaú, SP

O corpo de voluntários da Associação Protetora dos Animais de Jaú (Apaja) não dá conta de atender todas as denúncias de maus-tratos, além dos pedidos de ajuda aos animais. Embora o número de ajudantes passe de 40 pessoas, o volume de trabalho é grande.

Não há um bairro específico de Jaú que apresente mais problemas com relação a maus-tratos, de acordo com o presidente da Apaja, Fábio Ribeiro Arakaki, porém a maior parte dos casos ocorre com os animais conhecidos como vira-latas.

Entre as situações mais comuns estão as de cães presos em correntes, a de pessoas que mudaram e deixaram os cachorros na casa antiga sem água ou comida e a de animais em grave estado de desnutrição. As ocorrências envolvendo gatos, por outro lado, estão relacionadas a atropelamentos e ninhadas abandonadas.

Embora a consciência esteja crescendo, ele acredita que os casos de abandono vêm aumentando, por isso, os protetores independentes estão tendo mais trabalho, porque não conseguem suprir a demanda e isso também demonstra a compulsividade das pessoas de ter animais, uma vez que é uma moda atualmente ter um pet em casa. (ACM)

Fonte: Comércio do Jahu 


Nota do Olhar Animal: A percepção que temos é que ocorrem mais casos se maus-tratos com os SRD (chamados de ‘vira-latas’ na matéria) porque existem em maior número, não porque sejam alvos preferenciais dos maus-tratos. A quantidade de animais ditos “de raça” que sofrem maus-tratos também é grande. E estes também sofrem com as doenças congênitas provocadas pela seleção genética. E, se são explorados como reprodutores, sofrem ainda mais, tendo sua procriação forçada para que gere lucro. Empiricamente, parece-nos que a diferença entre os animais SRD e os ‘de raça’ é proporcional ao tamanho de suas populações.

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