Cão é morto por eutanásia em Maceió e tutor denuncia caso à polícia; Zoonoses alega que animal estava em sofrimento

Cão é morto por eutanásia em Maceió e tutor denuncia caso à polícia; Zoonoses alega que animal estava em sofrimento
Apolo e seu tutor / Foto: Reprodução Redes Sociais

O desparecimento, seguido da morte por eutanásia, de um cão da raça weimaraner, em Maceió, repercutiu nas redes sociais depois que o tutor do animal registrou um Boletim de Ocorrência denunciando que a Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ), antigo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realizou o procedimento sem seu conhecimento ou consentimento.

No Boletim de Ocorrências, o tutor relatou que Apolo, de 13 anos, fugiu da residência, localizada no bairro de Cruz das Almas, por volta das 8h de sexta-feira (17). O homem mobilizou amigos, entre eles uma veterinária, nas buscas pelo cão, que prosseguiram até a madrugada.

Ontem (18), um guarda-vidas na Praia de Cruz das Almas relatou que o cão foi encontrado pela guarnição por volta de meio-dia da sexta, aparentemente exausto, recebeu água e comida e foi colocado na sombra. Acreditando se tratar de um cachorro abandonado, a equipe acionou a Zoonoses.

Apolo foi levado pela UVZ na tarde da sexta e, no sábado, o tutor foi informado que o cão estava em sofrimento e precisou ser sacrificado.

A veterinária amiga do tutor gravou um vídeo nas redes sociais para denunciar o caso, que repercutiu também nas redes sociais do deputado estadual Delegado Leonam Pinheiro.

Neste domingo (19), Leonam postou um vídeo lamentando o ocorrido: “Imagine o choque de encontrar seu fiel companheiro morto após ele fugir. Agora imagine descobrir que ele foi levado antes a um centro de zoonoses e eutanasiado sem o consentimento ou conhecimento de seu tutor. Infelizmente, foi exatamente isso que aconteceu com Apolo. Seu tutor passou horas procurando-o e descobriu esse absurdo!”.

O delegado informou ainda que será investigado se o caso foi isolado ou se já ocorreram outros semelhantes. “Não podemos deixar o caso impune! E não podemos permitir que isso aconteça com outros animais”, concluiu.

Animal em sofrimento

Em nota, a Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) informou que o animal estava idoso, com sobrepeso, desidratado, olhos lesionados, sem estímulo visual e com lesões cutâneas, “o que caracterizou o animal em situação de sofrimento e sem condições de tratamento”, caso em que a medida adotada para abreviar o sofrimento do animal é a eutanásia, feita após toda a avaliação clínica necessária.

Ainda conforme a nota, a denúncia do caso ocorreu via atendimento WhatsApp (82) 98882-8240 (Disk Denúncia), em que o denunciante relatou que uma pessoa não identificada parou um carro e abandonou o animal na praia de Cruz das Almas.

Confira a nota na íntegra:

Unidade de Vigilância em Zoonoses esclarece eutanásia de animal em situação de sofrimento

A Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) esclarece que um dos objetivos de seu trabalho é recolher animais com suspeita de zoonoses, envolvidos em acidentes ou que estão em situação de sofrimento.

A denúncia do caso ocorreu via atendimento WhatsApp (82) 98882-8240 (Disk Denúncia), em que o denunciante relatou que uma pessoa não identificada parou um carro e deixou o animal na praia de Cruz das Almas, o que caracteriza abandono. Além disso, segundo o denunciante, o animal estava aparentemente cego e em idade avançada.

Após a chegada da equipe de apreensão foi constatado que o animal encontrava-se desidratado e sem conseguir se levantar. Com o auxílio do Corpo de Bombeiros, o animal foi alocado no carro de UVZ.

O animal estava idoso, com sobrepeso, desidratado, olhos lesionados, sem estímulo visual e com lesões cutâneas, o que caracterizou o animal em situação de sofrimento e sem condições de tratamento. Nestes casos, a medida adotada para abreviar o sofrimento do animal é o procedimento da eutanásia, feita após toda a avaliação clínica necessária.

Por Vanessa Alencar

Fonte: Cada Minuto


Nota do Olhar Animal: A EUTANÁSIA é um ato de caráter misericordioso e que deve atender aos interesses de quem o sofre, e não aos interesses de quem o pratica. Só pode ser chamado de “eutanásia” o ato de abreviar a vida de um animal com doença incurável e em estado irreversível de sofrimento. Os órgãos públicos de saúde disseminaram o entendimento errado do termo “eutanásia” a fim de tentar minimizar a IMORALIDADE de suas ações de extermínio. Infelizmente, até mesmo protetores usam erradamente esta terminologia.