Coruja é achada amarrada de cabeça pra baixo com sinais de tortura em grade de escola no AC

Coruja é achada amarrada de cabeça pra baixo com sinais de tortura em grade de escola no AC

Um filhote de coruja foi resgatado por policiais militares do 2º Batalhão da Polícia Militar. Ele estava amarrado de cabeça pra baixo nas grades do muro de uma escola no bairro Cidade do Povo, em Rio Branco, nesta terça-feira (11).

A ave, além de amarrada, apresentava vários machucados e sangrava na momento do resgate e aparentava ter sido torturada antes de ser amarrada à grade.

Coruja estava de cabeça pra baixo amarrada em grade de escola. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

“Os policiais estavam em patrulhamento quando avistaram a ave amarrada, com um fio de náilon, na grade da escola. Ela estava muito machucada, com a asa cortada”, contou o major Edvan Rogério sobre o resgate da ave.

O animal tinha vários ferimentos, estava com parte de uma asa cortada, as unhas arrancadas e dedos da pata esquerda cortados.

O major explicou que não há evidências de quem tenha praticado os maus-tratos a ave e informou que a PM fez o registro da ocorrência.

Após o resgate, a ave levada para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) onde recebeu os atendimentos necessários.

Vídeo: Coruja é encontrada amarrada e machucada em grade de escola em Rio Branco.

Debilitado

A bióloga Elaine Oliveira, responsável pelo Cetas, informou ao G1 que, apesar de ter chegado em estado grave e bastante debilitado, o animal está sendo medicado e em observação no local.

“Ele estava tendo muito sangramento, porque as unhas foram cortadas na base da carne e é uma região muito vascularizada. Mas, a gente conseguiu estancar o sangramento, fizemos toda parte de curativos e ela já está bem melhor e se alimentando”, informou.

Além disso, a bióloga disse que a coruja, apesar de estar reagido bem, deve ficar em observação por um período de 48 horas, devido a gravidade das lesões.

“Tudo depende do organismo do animal, de como ele reage à medicação que a gente está dando. Ela está sendo acompanhada pelo veterinário”, conclui.

Por Alcinete Gadelha

Fonte: G1

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