Envenenamento de animais voltam a ser registrados em Rio Paranaíba, MG

Envenenamento de animais voltam a ser registrados em Rio Paranaíba, MG

A cidade de Rio Paranaíba viveu em 2013 uma série de envenenamentos de cães e gatos. Segundo estimativa foram cerca 150 animais vitimados. A Polícia chegou a entrar no caso, porém ninguém foi preso.

No último sábado (09/03), um novo caso de envenenamento foi registrado no município. Segundo informações da ADAMA (Associação dos Defensores e Amigos do Meio Ambiente) uma cadela foi encontrada morta em uma praça do Bairro Universitário. O animal, que estava prenhe, apresentava sinais de ingestão de substância tóxica: abdômen inchado, vômito contendo sangue, diarreia intensa e dois filhotes abortados.

Fotos: Divulgação (ADAMA/Rio Paranaíba)

O veneno usado é desconhecido mas suspeita-se de raticida, popularmente conhecido como “chumbinho”. Essa mesma substância foi utilizada em 2013 quando o(s) autor(es) usaram alimentos para atrair os animais.

Segundo o Secretário da ADAMA, Marcelo Ribeiro Pereira, não houve acionamento da polícia no sábado (09) já que as pessoas estão descrentes de que haja algum tipo de punição aos envolvidos.

O que fazer ao encontrar um animal envenenado?

Ao encontrar um animal com sintomas de envenenamento o ideal, caso seja possível, é acionar imediatamente o veterinário, porém alguns lugares, sobretudo na zona rural, não dispõe de um profissional próximo.

A melhor forma de tratar o animal de forma imediata é com carvão ativado. Ele pode ser encontrado em casas agropecuárias, Pet Shop e até farmácias. A substância tem a capacidade de adsorver, ou seja, unir as substâncias (prendê-las) em sua superfície evitando que sejam absorvidas pelo organismo. Além disso, o carvão ativado também protege a mucosa gastrointestinal. Ele geralmente é encontrado em pó e deve ser diluído em água e então oferecido ao animal com a ajuda de uma seringa sem agulha.

Mesmo que o carvão ativado seja eficiente, o dono do animal não deve deixar de ir ao veterinário, pois na clínica, o profissional pode fazer outras intervenções no caso de envenenamento grave, incluindo lavagem gástrica, administração soro, etc.

Outra dica importante é nunca fazer o animal vomitar. Segundo, Marcelo Ribeiro, é muito perigoso provocar vômito nos animais, porque se a substância (veneno) for muito cáustica o animal pode sofrer queimaduras na boca, laringe e faringe, agravando seu quadro geral.

Também não é recomendado dar leite, pois o alimento só é útil em situações muito específicas, como por exemplo, substâncias que são ácidas (pH abaixo de 7,0). Se a substancia que está envenenando o animal for básica (pH acima de 7,0) o leite potencializará a ação, fazendo com que ela seja absorvida mais rapidamente pelo corpo.

Ainda de acordo com a ADAMA, é importante que as pessoas façam o registro de ocorrência na Polícia Militar porque mesmo que não saiba quem foi o autor, é fundamental para ter dados a respeito dos maus tratos no município.

A prevenção destas situações também é importante e por isso evite soltar os animais na rua sem estarem acompanhados. Muitos moradores tem o hábito de deixar o cachorro “dar uma voltinha na rua” sozinho. Muitas vezes esses animais que tem donos são expostos a riscos como atropelamento, envenenamento e brigas com cães de rua.

O trabalho da ADAMA em Rio Paranaíba

A Associação dos Defensores e Amigos do Meio Ambiente de Rio Paranaíba – ADAMA foi criada em 24 de julho de 2013. a diretoria é composta por 11 pessoas, mas a associação recebe ajuda de alguns moradores do município que doam dinheiro nas campanhas de arrecadação, ajudam no socorro aos animais e oferecem suas casas como abrigo no período de recuperação.

A principal ação da ADAMA é no socorro aos animais de rua, principalmente cães, pois a cidade vive, há muitos anos, uma verdadeira epidemia de abandono de animais. O socorro inclui, atualmente, medicação e cuidados com animais atropelados, envenenados e doentes. Também há muitas situações de abandono de filhotes, fêmeas grávidas e cachorros doentes.

A associação não dispõe de sede para cuidar dos animais e todo o tratamento é realizado com os animais na rua ou em “lares temporários”. Muitos estudantes da UFV (Universidade Federal de Viçosa) auxiliam nas ações, mas durante o período de férias a associação não pode contar com essa ajuda.

Quem quiser conhecer mais sobre a ADAMA ou ainda fazer uma doação pode entrar em contato pelo telefone (34) 996839511 ou ainda pelo e-mail ([email protected]).

Fonte: Triângulo Notícias

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