Segundo a Dise de Piracicaba, cavalo foi castrado sem anestesia com canivete por grupo — Foto: Reprodução/ Dise

Quatro vão responder por maus-tratos após castração sem anestesia de cavalo em Piracicaba, SP

Quatro homens, com idades entre 45 e 50 anos, vão responder por maus tratos a animais e exercício ilegal de profissão, nesta sexta-feira (15), em Piracicaba (SP), após serem alvos de denúncia de que teriam realizada a castração de um cavalo sem anestesia e sem formação veterinária.

As informações são da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), que realizou a ação e apontou que eles devem responder por maus-tratos e exercício ilegal de profissão.

Os policiais realizaram a operação após denúncia de uma protetora de animais, que relatou sobre um vídeo da castração que foi divulgado em rede social.

Nas imagens, é possível observar dois homens segurando um cavalo com as quatro patas amarradas, enquanto um terceiro indivíduo realiza a castração do animal, removendo os testículos sem anestesia e utilizando um canivete, aponta a Dise. Durante o procedimento, o animal se contorce e relincha, ofegante. Um quarto homem filmava e narrava a ação.

Apesar do procedimento de castração irregular, cavalo está em boas condições, segundo veterinária — Foto: Divulgação/ Dise
Apesar do procedimento de castração irregular, cavalo está em boas condições, segundo veterinária — Foto: Divulgação/ Dise

Com informações obtidas pela protetora, o grupo foi identificado, localizado e conduzido até a sede da Dise, onde foram ouvidos pelo delegado da unidade, Demétrios Gondim Coelho. Eles vão responder aos crimes em liberdade.

A Dise esclareceu que o procedimento de castração só pode ser realizado por médico veterinário e seguindo os devidos cuidados previstos.

Ainda conforme a corporação, o dono do animal alegou que um procedimento do tipo custa entre R$ 800 e R$ 1 mil, que não tinha dinheiro para realizá-lo e prestou um serviço ao castrador em troca da castração.

O animal foi localizado e passou avaliação de médica veterinária da prefeitura, que constatou que, ainda que o equino tenha sido submetido ao sofrimento, correndo grande risco de morte por parada cardíaca ou torção gástrica devido à dor, atualmente encontra-se recuperado, com ferimento já cicatrizado e em excelente condição de saúde. Por isso, ele não foi apreendido e permaneceu na fazenda de seu tutor.

Fonte: G1

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