Após cinco anos de proibição, Botsuana volta a permitir caça de elefantes

Após cinco anos de proibição, Botsuana volta a permitir caça de elefantes

Botsuana retirou nesta quarta-feira (22) a proibição à caça de elefantes. Prevaleceu o argumento de que as populações do animal aumentaram demais. Além disso, alega-se que os meios de subsistência dos agricultores estão sendo afetados.A proibição da caça de elefantes foi estabelecida no país do sul da África em 2014 pelo então presidente conservacionista Ian Khama. Mas os deputados do Partido Democrático de Botsuana (PDB), atualmente no poder, pressionaram para que a proibição fosse revogada, argumentando que as populações se tornaram incontroláveis em algumas áreas.

O presidente Mokgweetsi Masisi assumiu o cargo após Khama, em abril do ano passado. O novo presidente se distanciou das políticas de defesa da fauna selvagem iniciadas por seu predecessor e, cinco meses depois, foi iniciada uma revisão pública da medida.

“Botsuana tomou a decisão de revogar a suspensão da caça”, disse o Ministério do Meio Ambiente do país sul-africano, em comunicado.

Botsuana tem a maior população de elefantes da África, com mais de 135 mil animais em liberdade, em seus parques e amplos espaços abertos, mas especialistas estimam que a população pode chegar a 160 mil animais.

O número de paquidermes no país, famoso destino de safáris de luxo, quase triplicou nos últimos 30 anos. Agricultores lutam para manter os elefantes fora de seus campos, onde comem produtos agrícolas e, às vezes, podem colocar as pessoas em risco.

Segundo o governo, uma revisão do comitê do gabinete revelou que “o conflito entre humanos e elefantes aumentou em número e intensidade e estes animais afetam cada vez mais os meios de subsistência [da população]”.

“O consenso geral […] foi que a proibição da caça devia ser retirada”, acrescentou o ministério, prometendo que a prática seria restabelecida “de um modo ordenado e ético”.

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: Caça “ética”? Lamentavelmente é mais uma palavra que vem sendo deturpada por pessoas que se beneficiam dos abusos e maus-tratos cometidos contra os animais ou que são coniventes com isso, assim como foram deturpadas as palavras “eutanásia”, “vegetarianismo” e outras.

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