Escola de Veterinária da UFMG busca pets doadores de sangue; saiba como funciona

Escola de Veterinária da UFMG busca pets doadores de sangue; saiba como funciona
Processo para que os pets sejam doadores de sangue é seguro. Foto: Divulgação

A Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) inaugurou, neste ano, um banco de sangue veterinário. O projeto tem o objetivo de disponibilizar o material colhido para cães e gatos que são atendidos no Hospital. Por isso, a Escola convida tutores de pets para fazer com que os animais se tornem doadores de sangue.

O Hospital também está trabalhando com sangue de cavalos. Mas quando o estoque está alto, é possível até doar para a comunidade externa.

Rubens Antônio Carneiro, coordenador do Banco de Sangue Veterinário da UFMG, fala o motivo que fez com que o projeto demorasse para ser inaugurado.

“Por causa dessa logística de saber qual sangue é importante. O que que esse sangue vai levar para o animal? Às vezes, ele [o animal] precisa só de plaqueta, às vezes ele [o pet] precisa só de plasma ou do concentrado. Então eu guardo um tanto para outros animais”, explica.

É seguro para os pets serem doadores de sangue?

Para que os cães ou gatos possam fazer a doação, é preciso que eles se enquadrem em alguns critérios, para a segurança. Para os cachorros, as regras são essas:

  • Cães devem ter peso mínimo de 25 kg;
  • idade entre 1 e 8 anos;
  • o tutor deve ter posse responsável;
  • é preciso que o tutor faça o acompanhamento adequado de vacinação.

Já para os gatos, os critérios são:

  • Ter peso mínimo de 4,5 kg;
  • idade entre 1 e 8 anos;
  • o tutor deve ter posse responsável;
  • é preciso que o tutor faça o acompanhamento adequado de vacinação.

Além disso, gatos e cães fêmeas não podem estar no cio, ser gestante ou estar amamentando. E o intervalo mínimo para a próxima doação é de três meses.

A médica veterinária do Banco de Sangue da Universidade Federal de Minas Gerais garante que todo o processo dos pets serem doadores de sangue é seguro.

“Nós não queremos só a segurança, da bolsa, para o receptor. Para nós é muito importante a segurança da coleta para o doador, para que os tutores não sintam receio. Porque se o animal se enquadra nesses requisitos básicos e está saudável, a doação é muito segura”, detalha.

Como é feito o tratamento do sangue após a doação?

Antes de o sangue ser disponibilizado para o pet que está precisando, ele passa por algumas verificações sanitárias, para saber se está tudo certo.

De forma geral, cada uma das bolsas contém hemácias, plaquetas e plasmas. Em seguida, cada uma delas passa por triagem. Só depois do resultado, o sangue pode ser utilizado.

Rubens também conta que, além de ajudar um outro pet, o tutor que leva o animal para doar sangue pode fazer consultas e exames laboratoriais no Hospital de forma gratuita. “Esse monitoramento para ele [animal] é ótimo. Então, assim, é uma troca que a gente tem”, comenta.

Como levar os pets para serem doadores de sangue?

Para doar sangue, o tutor tem a opção de ligar, mandar mensagem de WhatsApp para (31) 34092000 ou enviar e-mail para agendamentohv@vet.ufmg.br.

Os dias de coleta são terças-feiras e quartas-feiras. O doador receberá um check-up completo sem custo, incluindo exames de sangue para diversas doenças infecciosas.

Por João Lages e Lucas Negrisoli

Fonte: BHAZ


Nota do Olhar Animal: Óbvio que quem doa o sangue dos cães são seus tutores, mas o dano ao doador é irrelevante, ínfimo, par um grande bem de outros animais.

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.