Morador encontra jacaré em casa no Pantanal de MS: ‘achei que era sucuri’

Morador encontra jacaré em casa no Pantanal de MS: ‘achei que era sucuri’
Jacaré foi capturado em quintal de casa em Ladário, MS (Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação)

Um morador de Ladário, município a 410 km de Campo Grande, tomou um susto ao encontrar um jacaré no quintal de casa na noite de domingo (5), no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O animal de quase 1 metro de comprimento foi contido pelo morador e depois capturado pelo Corpo de Bombeiros.

Jhonatan Castelo, 27 anos, disse ao G1 que estava no quarto quando avistou o animal do lado de fora e pensou ser uma sucuri.

“A porta fica de frente para o quintal e do lado de fora estava escuro. De repente, vi uma coisa meio pintada passando no escuro. Pensei que era uma cobra, achei que era sucuri e corri pra acender a luz, por causa do meu cachorro, mas vi que era um jacaré pequeno”, explicou.

Ele conteve o animal até a chegada dos militares do Corpo de Bombeiros, que fizeram a captura do bicho e o soltaram na mata nativa às margens do rio Paraguai. Ainda segundo os bombeiros do 3º Grupamento de Bombeiro Militar, este ano foram feitas, até domingo (5), 77 capturas e resgates de animais silvestres na área urbana.

A aparição desses animais pode ser explicada pela cheia do rio Paraguai, segundo informou ao G1 o tenente Diego Ferreira, da Polícia Militar Ambiental (PMA). Ele explicou que de janeiro a maio o nível do rio sobe e leva animais para a área urbana.

“É normal nessa época do ano. A cheia começa em janeiro e, nesse ano, o número de animais ainda está menor do que se comparado com o mesmo período do ano passado. E, na verdade, Corumbá e Ladário estão no coração do Pantanal, então, o rio começa a encher e os animais vão pras cidades”, explicou.

No bairro Santo Antônio, uma valeta próximo a casa de Jhonatan sempre enche quando chove muito, como no caso de domingo.

Ainda segundo o tenente, em outra época do ano, as queimadas que contribuem para o aparecimento de animais silvestres, que fogem do fogo e buscam comida em outros locais, a partir de agosto.

Em casos de aparição, o militar orienta que a população não tente se aproximar do bicho.

“O ideal é não assustar o bicho porque, geralmente, nem mesmo a onça, que a gente tem medo e talvez seja o mais feroz dos animais do Pantanal, o ser humano não faz parte da cadeia alimentar dela, então, o bicho só reage para se defender. Por isso, a orientação é evitar o contato, ligar para para a PMA (3231-5201), o Corpo de Bombeiros (193) ou até meso a Polícia Militar (190)”, reforçou.

Por Gabriela Pavão 

Fonte: G1

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