Setec investiga a morte de dez gatos no Cemitério da Saudade, em Campinas, SP

Setec investiga a morte de dez gatos no Cemitério da Saudade, em Campinas, SP
Ao menos dez gatos foram mortos no Cemitério da Saudade, em Campinas, por dois cachorros de médio porte (Fotos: Dominique Torquato/AAN)

Ao menos dez gatos foram mortos no Cemitério da Saudade, em Campinas, por dois cachorros de médio porte. Segundo os funcionários do cemitério, os animais eram agressivos e não tinham coleiras de identificação. Os gatos que ficam no cemitério são cuidados, alimentados e castrados por floristas e funcionários. De acordo com o coveiro Lorinaldo Ferreira da Silva, de 54 anos, no primeiro ataque os cachorros ficaram trancados no cemitério durante a noite e mataram cinco felinos. Depois, os animais atacaram dois gatos na última segunda-feira, um na terça-feira e outros dois na quinta-feira (20).

“São dois vira-latas de pelo preto e não sabemos de onde eles estão vindo. Depois de quarta-feira, os cachorros não apareceram mais”, contou Silva. O funcionário disse que ao tentar espantá-los, os animais foram agressivos e também ameaçaram atacar pessoas. Uma florista contou que os funcionários do cemitério ajudam nos cuidados dos gatos, como levar no veterinário, na castração e alimentação. “Hoje tem ao menos oito gatos que cuidamos. Eles aparecem e como são bem tratados acabam ficando aqui”, disse. Para a florista, os funcionários não deveriam deixar os cachorros entrarem no cemitério se não estiverem presos em guias.

O cuidado com os felinos gera polêmica entre os floristas. Alguns não acham correto e seguro manter os animais no cemitério, pois fazem muita sujeira. Por outro lado, também não querem ver os bichos sendo maltratados. De acordo com o presidente da Serviços Técnicos Gerais (Setec) Arnaldo Salvetti, quando descobriram a morte dos gatos, a autarquia começou a investigar se realmente eram os cachorros, envenenamentos ou outros motivos que poderiam estar provocando as mortes. “Após ser constatado que eram os cachorros, disse aos seguranças que orientem as pessoas que vão com animais ao cemitério que entrem com coleira para não deixar soltos e causar mais acidentes”, informou. O presidente ressaltou que os seguranças estão atentos e estão tomando cuidados para que novos ataques não aconteçam.

O presidente da Associação Amigos dos Animais de Campinas, Flávio Lamas, esteve no cemitério e disse que conversou com os seguranças sobre a morte dos animais e pediu para que eles entrem em contato caso os animais voltem no local. “Se entrarem novamente no cemitério vamos recolher para fazer castração, chipagem e vacinação. Se não aparecerem os donos, eles serão encaminhados para adoção”, disse.

Por Shana Pereira 

Fonte: Correio Popular 

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