Após adoção, associação aponta empresário por maus-tratos a cachorro, em Brasília, DF

Após adoção, associação aponta empresário por maus-tratos a cachorro, em Brasília, DF

A associação Toca Segura Brasília, que resgata e promove feira de adoções de animais abandonados, aponta um empresário por maus-tratos a um dos cachorros do abrigo.  

A história começou quando Grandão, um cachorro resgatado em sobradinho, foi adotado. A associação afirma, que na época, o animal pesava 49 kg. Como de costume, após a adoção, o lar entrou em contato com o novo dono para saber como o cão estava. Foi então que o drama começou. O relato foi publicado no Instagram da associação. 

De  acordo com a publicação, o novo tutor não respondia as mensagens e não dava notícias do cachorro. “Ao tentarmos fazer a 1ª visita, foi quando a história começou a mudar. Ele não nos recebeu. Marcamos uma 2ª visita e a negativa se repetiu.  Começamos a desconfiar que havia algo muito errado. Começamos nesse dia um calvário que durou mais de 2 meses, em que tentávamos recuperar o Grandão. Não houve um dia sequer em que não nos oferecermos para ter o Grandão de volta ao nosso abrigo. E o adotante se recusava a nos receber, nos dar notícias, enviar fotos, falar conosco, nos devolver o Grandão”, conta. 

Foi então, que o grupo resolveu recorrer a polícia e a Justiça. Com uma determinação judicial, o abrigo conseguiu recuperar o cachorro. Mas, de acordo com eles, com claros sinais de maus tratos. “O gigante que pesava 49 kg agora pesa 19kg. Ele foi mutilado, teve parte das suas orelhas e patas arrancadas e ficou sem alimento durante todo o tempo em que esteve com esse monstro”, relatam. 

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Esse é o Grandão, um gigante muito doce, que foi resgatado há algum tempo na região de Sobradinho. Ele ficou conosco, foi castrado, bem alimentado recebeu muito amor e pesava 49kg quando foi adotado na feira do Meu Eixão. Como é regra, na semana após a adoção fizemos contato com o adotante e ele foi receptivo, deu notícias e se mostrou pronto para nos receber e nos mandar fotos. Ao tentarmos fazer a 1ª visita, foi quando a história começou a mudar. Ele não nos recebeu. Marcamos uma 2ª visita e a negativa se repetiu. Começamos a desconfiar que havia algo muito errado. Começamos nesse dia um calvário que durou mais de 2 meses, em que tentávamos recuperar o Grandão. Não houve um dia sequer em que não nos oferecêssemos para ter o Grandão de volta ao nosso abrigo. E o adotante se recusava a nos receber, nos dar notícias, enviar fotos, falar conosco, nos devolver o Grandão. Nesse processo, estivemos em delegacias de polícia, fizemos BOs e não descansamos um dia sem tentar contato com o adotante, que respondia nossas msgs com ameaças e muita agressividade. Ele se recusava a nos devolver o animal e nas mensagens que enviava, dizia que iria entrega-lo pra Zoonose. Tomando conhecimento da nossa luta, o escritório Estillac e Rocha Advogados Associados se dispôs a nos ajudar. Eles então entraram com um pedido judicial para que o adotante nos devolvesse o Grandão. A sentença nos foi favorável e eis que ele nos devolveu o Grandão no sábado, dia 23/11/19. As imagens do Grandão neste post dispensam palavras. O gigante que pesava 49kg agora pesa 19kg. Ele foi mutilado, teve parte das suas orelhas e patas arrancadas e ficou sem alimento durante todo o tempo em que esteve com esse monstro. Esse ser teve um sem número de oportunidades de entregar o Grandão pra nós, mas optou todos os dias por ser mau, por fazer o mal e por mutilar nosso cão ao invés de devolvê-lo ao abrigo. A imagem do Grandão nos mostra o que de mais cruel o ser humano é capaz de fazer com um animal, que só merecia e queria ser amado. Decidimos compartilhar nosso calvário, para que o sofrimento do Grandão sirva de alerta para todos nós que trabalhamos com proteção animal(cont nos comentarios)

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O outro lado 

O homem também usou as redes sociais para se defender. No Instagram, o empresário disse que adotou Grandão com o intuito dele ser um cão de guarda em sua chácara. Mas que o cachorro chegou lá doente. “Eu avisei a doadora que o cachorro não estava bem, ele só ficava deitado. Eu ia levar para a zoonose, mas pensei melhor, então ele ficou comigo até semana passada quando eu devolvi para ela ”, disse. 

O empresário, de 41 anos, mostrou que tem mais dois cachorros em casa. “Esse Grandão, ele mordeu o olho desse pequeno cachorro e eu fiquei muito chateado, porque eu tenho ele há oito anos, mas eu não bati nele não. Os meus cachorros são gordos. Eu amo os animais”, afirmou.

O homem, ainda disse que irá recorrer à Justiça para saber de seus direitos. “Entendo a indignação de muitas pessoas. Estão certos de defender os animais. Mas estão condenando sem saber o que aconteceu”, se defendeu.

Por Thays Martins 

Fonte: Correio Braziliense

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