Capivara atropelada em rua de Campo Grande. (Foto: André Bittar/Arquivo)

Presa fácil na rua, capivaras ganham estudo que mapeia pontos de risco

Seja na faixa de pedestres, seguindo em direção ao shopping ou passeando pelos bairros: as capivaras sempre viram atração quando saem às ruas de Campo Grande, MS. Mas nem tudo são fotos, vídeos e curtidas nas redes sociais; a vida na cidade grande também sujeita os animais aos perigos do trânsito e uma pesquisa vai mapear os pontos com mais atropelamentos.

De acordo com a bióloga Ana Carolina França Balbino da Silva, os dados ainda estão em análise, mas levantamento preliminar mostra que os pontos críticos de atropelamentos se concentram ao redor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e do Parque das Nações Indígenas.

Os animais se deslocam pelo entorno das regiões de banhado e acabam vítimas do trânsito.“Os principais fatores que contribuem para o atropelamento são a velocidade e o fluxo de carros, principalmente, quando próximos a corpos d’agua”, afirma Ana Carolina, mestranda em Ecologia e Conservação, programa da UFMS. O estudo é feito sob coordenação do professor Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos.

Para proteger as capivaras, cada vez mais integradas ao cotidiano urbano, os pontos críticos vão precisar ganhar dispositivos para redução da velocidade.

“Uma maneira eficaz de mitigar os atropelamentos seria locais melhores para a travessia dos animais, principalmente nos pontos críticos. Isso pode ser feito através da instalação de radares e lombadas, além de uma maior conscientização da população. Os estudos indicam que as placas de sinalização só são eficazes quando utilizadas com lombadas eletrônicas”, diz a bióloga.

No ano passado, foram recolhidas 23 capivaras mortas por atropelamento em Campo Grande. Os dados foram fornecidos à pesquisadora pela CG Solurb, responsável por recolher os animais mortos nas ruas.

O atropelamento do animal só se enquadra como crime em dois casos: se o motorista causou a morte de forma proposital, o que é considerado caça, ou se o autor deixou de socorrer o animal ferido, mas ainda com vida.

Por Aline dos Santos

Fonte: Campo Grande News

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